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  • tatiguerracardio

Quando devo me preocupar com a pressão muito alta?

O QUE SÃO URGÊNCIAS OU EMERGÊNCIAS HIPERTENSIVAS


Valores aumentados da pressão arterial (PA) são geralmente assintomáticos, mesmo em níveis muito elevados (acima de 180 mmHg x 120 mmHg, ou "18x12"). Muitas vezes, o tratamento de forma aguda com a redução muito rápida dos valores da PA em pacientes assintomáticos pode trazer mais riscos que benefícios.


Muitos pacientes podem sentir ou associar dores de cabeça leves com a elevação da PA, mas, na maioria dos casos, não existem alterações ao exame clínico ou em exames complementares que sugerem lesões de órgão alvo, ou seja, comprometimento de outros órgãos do corpo pelos valores aumentados da pressão arterial. Além disso, a dor é um componente que pode levar ao aumento da pressão arterial de forma abrupta.


Sintomas preocupantes e que podem ser indicativos de emergências hipertensivas - que precisam de tratamento imediato - são:

  • Sintomas neurológicos focais (perda de força, dificuldade de fala, desvio da rima do lábio) ou generalizados (confusão mental aguda, agitação, convulsões, alterações visuais);

  • Hemorragias intraoculares (verificadas pelo fundo de olho);

  • Náuseas e vômitos súbitos;

  • Dor ou desconforto torácico intenso;

  • Dispneia - falta de ar importante;

  • Elevações da PA em gestantes, principalmente se acompanhadas de dor na nuca ou dor abdominal.

Nestes pacientes, uma avaliação clínica detalhada, eletrocardiograma, raio X de tórax, exames laboratoriais e outros (como tomografia ou ressonância de crânio e ecocardiograma) podem ser utilizados para detectar alterações que indicam a necessidade de tratamento imediato e agressivo da pressão arterial.


Se não for constatada nenhuma alteração, em pacientes assintomáticos, a redução da PA pode ser realizada ao longo de horas a dias, com atenção principal em pacientes mais idosos, nos quais a redução deve ser ainda mais gradual pelo risco de isquemia cerebral/cardíaca e sintomas de hipotensão (pressão baixa). Níveis abaixo de 160x100 são seguros para a maioria dos pacientes, mas a redução não deve passar de 25 a 30% do valor inicial nas primeiras horas.


Para o tratamento agudo inicial, as medicações mais utilizadas são captopril e clonidina, porém o ajuste para uso contínuo pode variar de acordo com as medicações já utilizadas previamente. É sempre importante verificar a adesão ao tratamento em casos de hipertensão crônica descontrolada - tanto ao tratamento medicamentoso quanto ao não medicamentoso (dieta e estilo de vida).


Na dúvida, consulte seu cardiologista ou um serviço de urgência hospitalar!


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